Paralisação de trabalhadores da Caixa não afetou pagamento do auxílio emergencial

Nilson Figueiredo

Os funcionários da Caixa Econômica Federal de todo o Brasil paralisaram suas atividades ontem (27) como forma de manifestação à possível privatização do banco e pela falta de trabalhadores. De acordo com o Sindicário (Sindicato dos Bancários de Campo Grande MS e Região), em Campo Grande, 17 agências fecharam as portas ontem pela manhã, no entanto a decisão não afetou o pagamento do auxílio emergencial, pois este é feito por meio de aplicativo.

A paralisação por um dia também foi motivada por: abertura de capital de uma das operações mais rentáveis da Caixa, a Caixa Seguridade; a pressão do governo para a devolução, melhores condições de trabalho e de atendimento à população, por mais contratações, proteção contra o coronavírus e vacinação prioritária para os bancários, entre outras questões.

“Nós queremos que a Caixa continue como um banco público, porque ele foi essencial para pagar grande parte do auxílio. Outra questão também é a falta de funcionário, o banco não faz concurso público faz tempo”, explica a presidente do sindicato, Neide Maria Rodrigues.

Na Capital, os dirigentes sindicais visitaram a maioria das agências para explicar à população sobre os motivos deste movimento. “Precisamos entender que o processo de privatização leva ao encarecimento de qualquer possibilidade de empréstimos, concessões habitacionais e recursos para a área de educação, porque passa a ser banco privado e o que o banco privado quer é lucro”, ressalta o bancário da Caixa e secretário de Relações Sindicais e Saúde do sindicato, Everton Espindola.

Com isso, a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro/CUT – Central Única dos Trabalhadores) acatou a determinação e exigiu que a direção da Caixa Econômica Federal também o faça, respeitando o percentual de 40% dos seus trabalhadores bancários que têm o direito constitucional de paralisar suas atividades.

Além disso, a direção da Caixa também teria de garantir 60% de bancários e suas subsidiárias em atividade, que trabalharão presencialmente com todas as cautelas, zelo, equipamentos, cuidados e precauções necessárias.

Texto: Izabela Cavalcanti

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