No mês mais letal da pandemia, procura por testes de COVID-19 diminui na Capital

Foto: Reprodução/ Internet

No mês mais letal da pandemia, a estabilidade em alta de casos já é refletida nas testagens para o novo coronavírus. Em Campo Grande, farmácias que oferecem exame de diagnóstico para a doença alegam redução de até 30% na procura pelo serviço. Além da baixa na testagem, os índices de resultados positivos também estão menores.  

Conforme a diretora da Attive Pharma, Flávia França, comparados com março, os testes de antígeno realizados em abril caíram 20%, bem como a taxa de positividade do novo coronavírus. 

“Notamos que a doença já vem apresentando uma melhora em abril”, relatou Flávia. Conforme a diretora da Attive Pharma, em dezembro, mês mais letal da pandemia em Mato Grosso do Sul no ano de 2020, 6 mil testes foram realizados na empresa.

Em março deste ano, o segundo maior pico de casos, pelo menos 1.081 pessoas morreram em decorrência da doença. Vale lembrar que no Estado, no mês de abril, o número já alcançou 1.243 mortes. No entanto, no mês passado, 5.500 testes foram realizados na farmácia. Em contrapartida, a estabilidade do novo coronavírus em MS já foi refletida na procura pelos exames de diagnóstico. 

“Em abril, já fizemos aproximadamente 4,2 mil testes de antígeno, que identificam a presença do vírus pela secreção nasal. A taxa de positividade também caiu neste mês e está em 16%. Em março, os índices eram de 25%”, pontuou França.

Na drogaria Ultra Popular, a procura pelos testes rápidos que detectam a COVID-19 caiu 30% em abril, conforme o farmacêutico Sidney Miyashiro. Em março, por volta de 323 testes de IGG e IGM foram realizados. Em contrapartida, neste mês, a empresa realizou 223 exames. 

O jornalista José Victor Câmara, 20 anos, relatou que ao sentir os primeiros sintomas da COVID-19 optou por realizar o exame na rede privada em razão da celeridade do resultado. “Fiz o teste em uma farmácia por ter um resultado mais rápido, mesmo sendo um tipo de teste RT-PCR. Eu precisava saber se de fato estava com a doença, até por uma questão de segurança da minha família”, afirmou. 

Rede pública 

De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), Campo Grande tem capacidade para realizar durante a semana mais de 700 testes de RT-PCR por dia, além de 400 por fim de semana em 27 unidades de saúde. Os testes rápidos são ofertados em 72 unidades de saúde da Capital.

Conforme o boletim epidemiológico da Sesau, dos 93,6 mil casos de COVID-19 confirmados na Capital, 56.776 foram diagnosticados por meio do exame RT-PCR nas unidades de saúde do município. Em relação aos testes rápidos, foram 32.430 casos positivos para o novo coronavírus.

Somente no ano de 2021, foram realizados 64.583 exames até o dia 27 de abril. De acordo com a Sesau, em março houve recorde de exames feitos, por volta de 20.409 coletas, um número 43,5% maior que no mês anterior. Em abril, até terça-feira foram feitos 13.657 exames.

A queda pela procura dos exames de diagnóstico para o coronavírus foi registrada, ainda, no Disque-COVID, canal de agendamento de testes administrado pelo CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul). Segundo o coronel e diretor de Saúde do Corpo de Bombeiros, Marcello Fraiha, na primeira quinzena de março, foram atendidas 13.836 ligações, número superior aos 9.556 agendamentos da primeira quinzena de abril. 

Dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde) apontam que até a desativação, em 22 de fevereiro, o drive-thru de Campo Grande realizou 48,3 mil testes RT-PCR desde o início da pandemia. Destes, 14,2 mil deram positivo para o novo coronavírus, uma taxa de 29,4%. Em relação aos testes rápidos, o local foi responsável por 7.379 exames. Apenas 390 positivaram para COVID-19. 

A SES realizou, ainda, 48.337 testes rápidos na Escola Estadual Lúcia Martins. Com uma taxa de positividade de 19,5%, 9.406 exames confirmaram a doença até fevereiro deste ano.

(Confira mais na versão digital do jornal O Estado)

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