Maracangalha apresenta espetáculo virtual sobre trabalhadores da Ferrovia 

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Nesta sexta (23), o Teatro Imaginário Maracangalha faz a última apresentação do espetáculo “Miragens do Asfalto” no canal do Youtube, ás 20h. O Grupo documentou relatos sobre a comunidade de trabalhadores da antiga estrada de ferro Noroeste do Brasil até a região do Cascudo em Campo Grande/MS

O espetáculo é um projeto de pesquisa etnográfica e montagem de cenas curtas, itinerantes e performativas com base em documentação histórica e na memória oral da comunidade de trabalhadores e trabalhadoras da antiga estrada de ferro Noroeste do Brasil até os moradores da região do Cascudo, no bairro São Francisco em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Fernando Cruz, diretor do Maracangalha, destaca que a pesquisa sobre os trabalhadores levou seis anos para ser montada e agora sai do papel para o universo virtual. “A gente sabe que os trabalhadores da Ferrovia construíram direta e indiretamente a cidade e sabemos também da importância que foi, em questão de potência econômica, a Ferrovia Noroeste do Brasil, por isso poder da voz a memória dessas pessoas que transformaram a cidade é o grande chamariz desse projeto”, pontuou.

A cenas curtas e performáticas fazem parte do processo de pesquisa para  construção de um espetáculo de rua a ser criado  futuramente. O vídeo-arte documental apresenta as narrativas cotidianas de vida dos  trabalhadores ferroviários  da década de 70 até os dias atuais, abrangendo as relações de trabalho e a transformação de seu território diante a privatização, especulação imobiliária e desmonte do patrimônio material e imaterial daquela região.

Arte transformadora

O Teatro Imaginário Maracangalha quer contar a história da cidade usando tecnologia e experimentando outras linguagens e evoluindo para poder fazer uma arte transformadora”.

Nesse processo de criação colaborativa o grupo parte para pesquisa do Vídeo Mapping como arte e intervenção urbana com a parceria do grupo Algo+Ritmo, grupo de pesquisa em processos digitais de projeto e intervenções urbanas, vinculado ao curso de arquitetura e urbanismo da UFMS.

O grupo de pesquisa Algo+Ritmo é coordenado pelos professores Gilfranco Alves, Juliana Trujillo e Mayara Dias e se dedica à pesquisa sobre o tema dos processos de projeto e intervenções urbanas em Arquitetura e Urbanismo a partir do uso da mediação digital.

Fernando ressalta ainda que, além dar visibilidade à memória dos trabalhadores da ferrovia que tem grande importância na construção da cidade, o projeto contribui para fomentar o teatro de rua como modo de preservação e valorização do patrimônio histórico nacional unindo arte e tecnologia ampliando a reflexão sobre a cidade em que vivemos e queremos.

“E graças à politica publica a gente ainda pode fazer uma arte critica e criativa para abordar isso, trazendo uma reflexão para criar esperanças, entendendo como foi o passado, como é o presente e imaginando como podemos transformar o futuro. Esse trabalho é muito importante porque damos um salto, usando tecnologia, imagens projetadas, maior alcance maior impacto, para poder provocar reflexão em quem for assistir”, finaliza Cruz.

A pesquisa etnográfica realizada pelos atores do Teatro Imagiario Maracangalha está integrada às fontes históricas da AFAPEDI (Associação dos Ferroviários Aposentados, Pensionistas, Demitido e Idosos) e IPHAN (Instituto do  Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

É fundamental a política pública emergencial através  do incentivo da Lei Aldir Blanc do Governo Federal e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Prefeitura de Campo Grande.

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