Consórcio Guaicurus contesta relatório da prefeitura e apresenta plano de modernização

Foto: Divulgação
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Empresa afirma que problemas apontados refletem desequilíbrio financeiro e apresenta proposta de modernização do sistema

Nesta terça-feira (09), o Consórcio Guaicurus se manifestou após o relatório final de uma comissão especial da Prefeitura de Campo Grande recomendar intervenção no sistema de transporte coletivo da capital.

O documento aponta 21.910 autuações entre 2021 e 2025, além de problemas como envelhecimento da frota, falhas operacionais, irregularidades em seguros obrigatórios e descumprimento de obrigações contratuais. O relatório também cita falhas de segurança e aponta que penalidades aplicadas ao longo dos anos não teriam sido suficientes para reverter o cenário.

Em resposta, o consórcio afirma que recebe as conclusões “com serenidade”, mas contesta a interpretação de que os indicadores representam a causa da crise do sistema. Para a empresa, os problemas refletem um “severo sufocamento econômico-financeiro” do contrato.

O consórcio afirma que o transporte público da capital enfrenta um “descompasso estrutural crônico entre a tarifa técnica e a tarifa pública”, além da falta de compensação integral de gratuidades previstas em lei.

Sobre as autuações, a empresa diz que os números devem ser analisados proporcionalmente ao volume de viagens realizadas no período, alegando que o sistema mantém “índice de eficiência de 99,99% no cumprimento de suas metas operacionais”.

Em relação à frota, o consórcio reconhece o envelhecimento dos veículos, mas atribui a situação ao desequilíbrio financeiro do contrato, que impactaria investimentos e renovação. Também informa que o seguro está ativo e que questões administrativas e jurídicas seguem em análise.

A empresa ainda cita a paralisação registrada em dezembro de 2025, afirmando que o episódio ocorreu em meio a dificuldades financeiras, embora o serviço tenha sido mantido.

O consórcio considera que uma intervenção seria “precipitada e contraproducente” e defende o cumprimento das cláusulas de reequilíbrio econômico-financeiro, incluindo a atualização de estudos previstos no contrato.

Como alternativa, informou ter apresentado ao município uma proposta de solução negociada e um plano de modernização do sistema, com foco na renovação da frota, revisão de linhas e melhorias operacionais.

Por fim, a empresa afirma estar aberta ao diálogo com o poder público e órgãos de controle para buscar uma solução considerada sustentável para a continuidade do transporte coletivo na capital.

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