Conheça os oito indicados para melhor filme no Oscar 2021

Oscar

Em um ano em que as salas de cinema precisaram fechar por causa da pandemia de covid-19, oito filmes que chegaram às nossas telas impressionaram suficientemente os eleitores da Academia para competir pelo maior prêmio de Hollywood: o Oscar de melhor filme.

Os sucessos de bilheteria podem estar ausentes, mas uma variedade eclética de títulos integra a seleção: de uma esplêndida ode da Netflix à Era de Ouro de Hollywood a um pequeno drama independente sobre imigrantes coreanos que ganham a vida em zonas rurais dos Estados Unidos.

“Meu Pai”

Protagonizado por Anthony Hopkins e adaptado pelo dramaturgo francês Florian Zeller de sua própria peça teatral, “Meu Pai” leva os espectadores a uma viagem assustadora pela demência. O filme é ambientado em um apartamento londrino, onde o doente e obstinado pai Anthony (Hopkins) demite seu último cuidador, obrigando a filha, Anne (Olivia Colman) a procurar um substituto antes de ir para Paris.

“Judas e o Messias Negro”

Em um ano com várias produções dirigidas e interpretadas por afrodescendentes, “Judas e o Messias Negro” foi o único filme que chegou à lista dos melhores da Academia. Em uma guinada do filme biográfico tradicional, o longa conta a metade da história de Fred Hampton (Daniel Kaluuya), o líder assassinado dos Panteras Negras, pela perspectiva de William O’Neal (Lakeith Stanfield), o informante do FBI que o traiu.

Produzido por Ryan Coogler, diretor do filme de super-heróis da Marvel “Pantera Negra”, a fita é ambientada na Chicago da década de 1960 e narra os esforços de Hampton para impulsionar os ativistas contra a violência policial.

”Mank”

Último a entrar na corrida do Oscar, pois estreou para a crítica em fevereiro, o filme causou sensação com seis indicações, embora não seja uma aposta certa. Nenhum filme tem mais indicações ao Oscar este ano do que “Mank”, de David Fincher, um drama em preto e branco financiado pela Netflix que dramatiza, e em boa medida romanceia, a realização do filme “Cidadão Kane”.

Concebido como uma ode regada a álcool à Idade de Ouro de Hollywood, o filme apresenta quem é quem dos titãs do cinema da época, incluindo David O. Selznick, Louis B. Mayer e o próprio criador do filme, Orson Welles.

A narrativa se concentra no veterano roteirista Herman Mankiewicz (Gary Oldman), enquanto escreve o que para muitos se tornará o melhor filme de todos os tempos, enfrentando os barões dos estúdios e políticos corruptos.

“Minari”

O diretor coreano-americano Lee Isaac Chung estava prestes a abandonar a carreira cinematográfica para se dedicar ao magistério quando filmou “Minari”, baseado em sua própria infância. Filmado em inglês e em coreano, “Minari” é, em muitos sentidos, uma história americana: imigrantes que tentam abrir espaço, neste caso cultivando verduras coreanas no Arkansas dos anos 1980.

“Nomadland”

Mistura atrevida de “road movie”, faroeste, drama e documentário, “Nomadland” descreve uma comunidade de americanos idosos que vivem fora do sistema em furgões deteriorados após perderem tudo na crise financeira global.

O elenco, que inclui vários “nômades” da vida real, interpretando versões de si próprios, é protagonizado por Frances McDormand, que ajudou a dar vida ao filme como uma de suas produtoras.

“Bela Vingança”

Com sua trilha sonora pop, o colorido figurino rosado e uma diretora pouco conhecida, “Bela Vingança” é um filme atípico. Primeiro longa-metragem de Emerald Fennell, o filme narra as peripécias do abandono de Cassie (a indicada Carey Mulligan) da faculdade de medicina, enquanto planeja se vingar dos ex-colegas, responsáveis pelo estupro de sua melhor amiga.

A fita tem cinco indicações e pode ser o vencedor inesperado da estatueta de melhor filme, embora o sistema de votação único da categoria tenda a não favorecer títulos polarizantes.

”O Som do Silêncio”

A campanha de prêmios para “O Som do Silêncio” vem sendo concebida há tempos: o filme estreou no festival de Toronto em 2019 e gradativamente gerou um boca a boca que lhe rendeu seis indicações.

Isso já é por si só impressionante para um filme independente de baixo orçamento sobre um tema fora de moda e potencialmente deprimente: Ruben, um baterista (Riz Ahmed) sofre com a perda da audição enquanto luta contra a dependência química. Ruben faz malabarismos entre o desejo de recuperar a audição com os custosos implantes e a paz que encontra em sua nova comunidade de surdos.

“Os 7 de Chicago”

Com uma conjunção espetacular de elenco, diretor-roteirista e lançamento oportuno durante os protestos multitudinários que antecederam as polarizadas eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos, não há dúvidas sobre as credenciais deste filme para faturar o Oscar.

Steven Spielberg pediu a Aaron Sorkin que escrevesse um roteiro sobre os protestos contra a guerra do Vietnã em 1968 que sacudiram Chicago, a violência policial que provocaram e o estranho julgamento que se seguiu.

(Com infomações UOL Splash)

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