24 fevereiro 2020, 13:35
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Mais quente, mais rápido e mais caro: 2019 em dez recordes

O mês mais quente, a maratona mais rápida, os preços mais altos em leilões… Seguem os dez novos recordes em 2019 em uma retrospectiva da agência Agence France-Presse.

– Recorde de temperaturas –

As temperaturas em julho de 2019 foram as mais quentes já registradas mundialmente, a uma média de 16,7 graus Celsius para o planeta, anunciou a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA).

Reflexo do aquecimento global, nove dos dez meses de julho mais quentes foram registrados após 2005. Uma onda de calor na Europa redefiniu recordes: 42,6 graus Celsius em Paris; 41,8 graus na Bélgica; Alemanha com 41,5 graus e 38,7 na Grã-Bretanha.

– Multa ao Facebook –

Em julho, o Facebook recebeu a maior multa já aplicada – 5 bilhões de dólares – imposta a qualquer empresa por violar a privacidade dos consumidores.

Ao anunciando a penalidade, a Federal Trade Commission (Comissão Federal de Comércio) afirmou que também era uma das maiores multas já divulgadas pelo governo dos EUA por qualquer tipo de violação.

– Liquidação bilionária –

A guerra comercial com os Estados Unidos e a desaceleração econômica não abalou o tradicional apelo das liquidações na China por ocasião do “Dia dos Solteiros”, em 11 de novembro: os consumidores chineses gastaram um recorde de 38,8 bilhões de dólares em 24 horas nas plataformas da gigante do comércio on-line Alibaba.

Foi um salto de 26% em relação ao recorde anterior, um ano antes, afirmou a gigante do comércio eletrônico.

– Leilões de arte –

Em meio a discussões acaloradas sobre o Brexit, a pintura “Devolved Parliament”, de Banksy, que retrata parlamentares como chimpanzés em assentos na Câmara dos Comuns, foi leiloada em outubro por 11,1 milhões de euros (12,2 milhões de dólares), um recorde para o britânico catapultado para a fama por seus grafites, com forte conteúdo crítico.

Um feito, sem dúvida, mas ainda longe do valor estratosférico alcançado em maio pelo escultor americano Jeff Koons, cuja obra, “Rabbit”, que representa um coelho inflável e feita em aço inox, bateu o recorde absolutos para um artista vivo, ao ser arrematada por 91,1 milhões de dólares em leilão.

– Em menos de duas horas –

O queniano Eliud Kipchoge se tornou o primeiro homem a correr a maratona em menos de duas horas em 12 de outubro, quando estabeleceu um tempo de 1h 59min 40s em um percurso especialmente preparado em Viena.

– Mais medalhas –

A menina prodígio americana Simone Biles totaliza aos 22 anos 25 medalhas, entre elas 19 de ouro, após as dos mundiais de ginástica, em outubro em Stuttgart (Alemanha), superando, assim, o recorde histórico de 23 medalhas obtidas pelo lendário ginasta bielorrusso Vitaly Scherbo nos anos 1990.

– Picos mais altos –

Até recentemente, os melhores alpinistas conseguiam conquistar os cumes das 14 montanhas com altitude superior aos 8.000 metros em uma década. Mas o alpinista nepalês Nirmal Purj alcançou os 14 picos mais altos do mundo em apenas seis meses e seis dias, de abril a outubro, quebrando o recorde anterior da façanha de quase oito anos, que pertencia ao lendário italiano Reinhold Messner, o primeiro a conquistar todos os cumes nos anos 1970 e 1980. Para concluir o feito, Messner precisou de 16 anos.

– Voo mais longo –

A Qantas concluiu o voo mais longo sem escalas para passageiros em outubro, levando 19 horas e 16 minutos para testar uma rota direta entre Nova York e Sydney. Quatro pilotos se revezaram no comando da aeronave.

Apenas 49 pessoas viajaram no Boeing 787-9 para minimizar o peso a bordo e fornecer ao avião autonomia de combustível suficiente para percorrer mais de 16.000 quilômetros sem reabastecer.

– O menor sobrevivente –

Nascida no quinto mês de gestação, pesando apenas 245 gramas, e apenas com chances de sobreviver. Mas Saybie teve alta no fim de maio do Sharp Mary Birch Hospital, na Califórnia, após cinco meses de tratamento intensivo.

É o menor bebê prematuro do mundo a conseguir sobreviver, segundo o hospital.

– Estacionamento milionário –

Uma vaga de estacionamento em um arranha-céu de Hong Kong foi vendida em outubro por 970.000 dólares, aproximadamente o mesmo que um apartamento de um quarto no luxuoso bairro Chelsea de Londres.

A venda da vaga no estacionamento no The Center, um dos edifícios mais caros do mundo, demonstra a desigualdade neste centro financeiro, que foi abalado por protestos este ano e onde uma em cada cinco pessoas vive abaixo da linha da pobreza.

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