12 novembro 2019, 6:45
Valentim Manieri

Com Reviva, CDL teme aumento de ambulantes no Centro

Lojistas do Centro se preocupam com o aumento no número de ambulantes na região, já que com as obras do Reviva Campo Grande as calçadas da Rua 14 de Julho estão mais largas, podendo gerar um acréscimo no número de atuantes não legalizados. Para tentar impedir este aumento, a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande) busca com a prefeitura ações para que se cumpra a lei que proíbe esses casos no município.

Segundo o presidente da CDL, Adelaido Vila, o tema é assunto frequente entre os comerciantes, sendo que a última contagem realizada contabilizou 52 comerciantes, apenas na região central, apontando também problemas de circulação dos pedestres. “A ação dos ambulantes está sendo sentida no atual momento do comércio na região central, pois com as mudanças, e as obras do Reviva, o comércio está fragilizado, outro detalhe é que essas pessoas estão impedindo o tráfego das pessoas, pois são barracas grandes, em calçadas que estão passando por reformas, e impedem a chegada desses possíveis clientes”, apontou. Outro ponto cobrado é a concorrência que acaba sendo desleal, pois serviços que poderiam ser encontrados nas lojas são ofertados por ambulantes com preço menor, já que não existe a cobrança de impostos.

Com a conclusão do Reviva, a categoria teme que o comércio sofra danos ainda maiores. “Já está na hora de serem tomadas medidas mais intensas, objetivando o respeito por aquele que está empreendendo. Se a prefeitura não tomar ‘pé’ da situação, nós entramos em uma situação muito delicada, podendo até mesmo gerar um conflito, entre os ambulantes e o lojista que está ali legalizado”, frisou.

Solução para o problema

Em uma reunião realizada ontem (13), em conjunto com a prefeitura, a CDL apontou que, além de apontar problemas, ela está buscando soluções para os ambulantes. “Nós estamos buscando uma solução para o problema, a própria presidente da Feira Central disse que ela tem espaços dentro da feira que ela poderia ceder, para que essas pessoas tenham seus negócios de forma legal; nós conseguimos também uma parceria para formalização e orientação dessas pessoas com um custo muito baixo, subsidiada pela CDL. O que nós queremos com isso é não só levar o problema, mas sim ajudar a encontrar uma solução, mas para que isso possa acontecer nós precisamos que a lei de desocupação seja cumprida, em Campo Grande”, assegurou. As medidas serão tomadas para que a categoria tente superar a atual crise no comércio. (Amanda Amorim)

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