25 agosto 2019, 5:28
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Roberto Castello

Reforma da Previdência deve ser votada na CCJ até dia 28

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Rádio Capital, a senadora Simone Tebet, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmou que a Reforma da Previdência deve ser votada no colegiado até 28 de agosto e encaminhada ao Plenário do Senado para votação em primeiro turno até o dia 08 de setembro.

A senadora por Mato Grosso do Sul acredita que o texto base da proposta será logo aprovado, conforme veio da Câmara. Mas reforça a importância do Senado para retirar excessos.

“O papel do Senado é o de moderador, revisor, é a Casa que retirar os excessos, que procura, o máximo possível, alcançar a Justiça. Nós somos a caixa de ressonância da população. A Reforma passou seis meses na Câmara dos Deputados, não podemos querer que o Senado seja mero carimbador de uma Reforma que vai mexer com a vida de 210 milhões de brasileiros”, disse ao afirmar que o prazo de 45 dias estimado pelo governo é muito curto.

Para ela, cerca de 60 dias é um prazo razoável para promover o amplo debate. Em relação à inclusão ou não de Estados e Municípios na Reforma, Simone disse que deve ocorrer por meio de outra PEC, que está sendo chamada de PEC Paralela.

A Reforma chegou ao Senado na última quinta-feira (08), quando Simone indicou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) para relatar a matéria.
Na próxima quarta-feira (14), a CCJ vai deliberar sobre as audiências públicas que ocorrerão no colegiado. Pelo cronograma estipulado por Simone, a próxima semana será toda dedicada aos debates na Comissão. Tasso terá até o dia 28 para apresentar o relatório.

Quanto às eleições municipais de 2020, Simone voltou a afirmar que não será candidata à prefeitura de Campo Grande. “Fui eleita como senadora e tenho que terminar meu mandato como senadora. Tenho ainda 3 anos e meio e tenho ainda muitas missões em pela frente porque a situação em Brasília não está fácil”, disse.

Ela explicou que tem atuado em Brasília em prol do Estado e lembrou que por meio de sua articulação junto ao Governo Federal foi possível liberar recentemente de cerca de R$ 40 milhões para a construção de casas populares do programa Minha Casa, Minha vida e de outros R$ 20 milhões para a BR-262.

Papel do MDB como partido de centro forte

A senadora sul-mato-grossense defendeu a reestruturação do MDB com o objetivo de ajudar a fortalecer a democracia que, para ela, “está fragilizada por conta desta polarização, que não começou neste governo, começou nos governos passados, é verdade, mas é preciso unificar o País. Enquanto estamos discutindo picuinhas em mídias sociais, temos 12,5 milhões de pessoas desempregadas, sem condição de colocar alimento na mesa da sua família”, ressaltou.

Simone, que chegou a ter seu nome cogitado para concorrer à presidência nacional da agremiação, acredita que o MDB precisa retomar o seu papel de partido de centro forte. “Precisamos nos repaginar. Não adianta mudar de PMDB para MDB. As convenções de setembro serão fundamentais para escolhermos um líder forte que nos norteie e possa dialogar com todas as linhas ideológicas, para que possamos montar, juntos, um projeto de País”, defendeu.

Simone avalia que o MDB deve retomar a capacidade de dialogar com todas as matizes ideológicas e voltar a pensar no País como um todo. “O mais importante para o MDB não é escolher quem será o seu candidato à presidência da República, mas voltar a ser um parte de centro forte”, defendeu.
(Danilo Galvão com informações de Assessoria)

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