20 novembro 2019, 0:30
Cristiano Mariz/VEJA

Volta da CPMF não passa ‘em hipótese alguma’ na Câmara

Governo defende nova alíquota nos moldes do antigo tributo; para presidente da Câmara, reforma tributária deve tratar também dos estados

De antemão, em face do interesse da equipe econômica para a volta (ou criação) de  um tributo que taxe operações financeiras, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que a medida não terá apoio da Casa de Leis. O Governo estuda uma nova receita tributária, nos moldes que a CPMF, extinta em 2007. A proposta deve estar no texto de reforma tributária a ser apresentado pelo governo nas próximas semanas.

“A única certeza que eu tenho —e falo com toda liberdade, até porque o presidente da República também já falou, não fica parecendo que é um conflito meu com a equipe econômica— é que nós não vamos retomar a CPMF na Câmara em hipótese nenhuma”, disse Maia, durante participação em evento do Banco Santander, em São Paulo, nesta segunda-feira (12).

“Nós comandamos o fim da CPMF, eu era o presidente nacional do DEM em 2007, o DEM comandou isso, não é na minha presidência na Câmara dos Deputados que eu vou recriar esse imposto, que é ruim, que é cumulativo, que é ruim para a sociedade. Essa é a única certeza”, garantiu.

Nesta segunda-feira, o secretário da Receita, Marcos Cintra, tem defendido a criação de um tributo sobre movimentações financeiras ou sobre pagamentos, na mesma “espécie” da CPMF. A alíquota giraria em 2% e, segundo Cintra, ajudaria na queda de um imposto de valor agregado (IVA) menor. (Danilo Galvão com Veja)

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